segunda-feira, 28 de junho de 2010

Sem você


Inúmeras lembranças tomam conta do meu pensamento. Lembranças dolorosas e tristes fazem com que algumas lágrimas se sintam no direito de cair. Lembranças do dia em que ele se foi. Lembranças dos sinais que apareceram numa simples conversa de MSN.

Ele: Você está chateada comigo?

Eu: Não. É que eu estou meio ocupada.

Ele alterou seu status: “Por que meu Deus? Por quê?”.

Ele: Por que você está diferente comigo?

Eu: Eu não estou diferente com você.

Ele: Você poderia vim aqui em casa mais tarde?

Eu: Sim, sim. Passo aí mais tarde.

Mas essa visita tão esperada nunca chegou.

Noite... Frio... Alguma coisa estava errada. Eu podia sentir. Um Assalto! Tempos depois, naquela mesma noite, um suicídio! Mas quem poderia ser capaz de fazer tal coisa? E lá estava eu a caminho do acontecido. Até então, apenas mais uma curiosa.Chegando ao local, não pude acreditar. Não podia ser ele! Não! Não podia! O espanto se propagava no meu rosto. A angústia. O medo. E eu rezava com todas as minhas forças para que não fosse ele, mas foi em vão. A notícia logo se espalha. Sim! Foi ele!

Eu me sentia impotente, chorava como uma criança que procurava o colo de sua mãe. Algo estava sendo tirado de mim da forma mais dolorosa possível e a dor estava me consumindo pouco a pouco. “Não! Ele não! Por favor, meu Deus, ele não!” Eu repetia essas palavras enquanto as lágrimas inundavam o meu rosto. Eu queria que ele estivesse ao meu lado dizendo: “não chore, vai ficar tudo bem!”. Mas não estava. Na verdade eu o perdi pra sempre.

“O Senhor é meu Pastor e nada me faltará...” Minha mãe tentava me consolar com essas palavras. Mas a única coisa que poderia me consolar naquele momento seria se ele não tivesse partido e levado com ele um pedaço de mim.

Tempos se passaram, mas a dor de perder um amigo não passa. Ela permanece guardada, escondida aqui dentro e você sente um vazio que nunca será totalmente preenchido. Até hoje eu tento imaginar o que ele pensava e estava sentindo naquele momento. Eu sinto falta dele, eu queria ajudá-lo. Cuidar dele. Mas ele já não está mais aqui. Na verdade eu o perdi pra sempre.


Pra sempre Ricardo Siqueira (F)

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